22 de abr. de 2009

Mariana - Final

Olá pessoas :D
Colocando hoje o último capítulo de Mariana... (vocês não pensaram que acabava por ali né?) E vo comunicar que já vou começar outra história, talvez um suspense ^o)
Gente, por favor, comentários são importantes, se eu tiver poucos comentários não posso continuar escrevendo '-'
Capítulo 1: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/03/mariana-um-diario-de-adolescente.html
Capítulo 2: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/03/mariana-capitulo-2.html
Capítulo 3: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/04/mariana-capitulo-3.html
Capítulo 4: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/04/mariana-capitulo-4.html
Capítulo 5: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/04/mariana-capitulo-5.html

Capítulo X


Oi. Eu achei esse diário, enterrado no fundo das esperanças de um garoto, muito amigo meu. Bom, deixe eu me apresentar: eu sou o garoto, que gostava da Mariana, que correu atrás dela, que se decepcionou com ela. Eu li o diário todo. Parece que a minha história foi fielmente contada afinal, pois foi exatamente o que acontece, mas...
Mas o final não foi bem aquele que estava escrito. Oi! Eu sou a namorada do garoto apaixonado dessa história. Eu conheci esse bobinho na escola, no primeiro dia de aula já tinha me apaixonado por ele, e acho que ele o mesmo. Foi bem no ano seguinte ao que vocês leram no que estava escrito aqui no diário.
Sim, eu cheguei na escola, vi aquela garota loira, bonita (para os olhos de quem vê), atraente (para o coração de quem sente), que me chamava sem perceber, me desejava sem querer. Nossa história começou bem onde essa vai terminar, na seguinte cena, que eu faço questão de escrever com as palavras daquele que começou falando de mim:
“Ele estava escrevendo, nervoso. Parecia sentir algo novo, meio inexplicável para ser mais preciso. Já havia sentido aquilo antes, por muitas garotas, então simplesmente ignorou, lembrando vagamente do rosto de Mariana. Perdido em seus pensamentos, acabou deixando parte do seu material cair no chão. Deixou lá. Bate o sinal, era o intervalo. A garota nova veio-lhe com a intenção de ajudar, e pegou seu material. Ele, com um olhar brilhante e cintilante, porém vazio, olhou pra ela e agradece com a cabeça. Ela sentou ao seu lado, perguntou sem palavras o que havia com ele. Com palavras ele mudou o assunto:
- Qual é o seu nome?
- Meu nome é Mariana...”.
Uma história de amor não tem final feliz. O amor não tem fim.

15 de abr. de 2009

Mariana - Capítulo 5

Desculpem pelo pequeno atraso, tive branco geral... só vou pedi novamente os comentários, e espero que gostem desse capítulo, porque talvez ele... bom, deixa eu ficar queto =X
Capítulo 1: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/03/mariana-um-diario-de-adolescente.html
Capítulo 2: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/03/mariana-capitulo-2.html
Capítulo 3: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/04/mariana-capitulo-3.html
Capítulo 4: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/04/mariana-capitulo-4.html

A Surpresa


Dia 8 – quinta-feira
Quase caí pra trás, logo pela manhã. Ele me ligou triste, muito triste. Disse que tinha dado tudo errado, e tava tudo acabado. Me disse que fez o seguinte: “cheguei lá no inglês bem cedo, pedi pro professor me ajudar com uns versos bonitos, simples. Daí fiquei meditando até de tarde (aulas hippies serviram para uma coisa afinal) porque tava muito nervoso. Quando a gente foi no cinema, eu descobri que ela fazia um curso de informática não muito longe, ela tem bolsa lá. Fiquei esperando na porta até ela sair... Quando ela saiu, eu disse tudo que tinha pra falar, recitei meus versos e tudo mais. Mas foi um desastre... Ela me disse que eu era só um ficante, um cara que ela conheceu por ai, nada mais. E que eu não podia estar apaixonado por ela, porque não conhecia ela, e isso era papo de louco”.
Dia 31 – terça-feira.
Passaram-se dias, meses, ele ficou na mesma depressão. Acabaram aquelas férias, começaram novas e amanhã já acabam. Ele tem ido mal na escola, não tem se alimentado direito (emagreceu), não foi mais aos cursos, ao clube, nada. O tempo tem passado (na verdade quase não tem) e ele conseguiu se desiludir, mas ainda está de coração partido, coisa que não dá de entender, só de viver.
Dia 24 – segunda-feira.
Já estava esquecendo do diário já. Não dei noticias pra você, desculpe. Ele continua na mesma, mesmo depois de meses... e daqui há alguns dias, já estaremos trocando de ano. Inclusive, amanhã é natal, e ele vem aqui comemorar. Como peço, como imploro, que ele saia dessa, que acabe tudo logo de uma vez. Outras tentaram. Ele mesmo tentou com outras, não vai, o sentimento não flui, fica uma coisa estranha que nunca poderá ser chamada de amor.
Dia 31 – segunda-feira.
Bom, acho que aqui é o fim. Vou guarda esses diário, talvez algum dia alguém leia, talvez não. Continuar essa história não ta pra mim, muito menos papo de diário pra menino, isso ta meio estranho. Bom, obrigado por tudo. Fim.

8 de abr. de 2009

Mariana - Capítulo 4

Antes quero pedir desculpas pelo atraso... peguei uma gripe um tanto quanto forte e tava com dor de cabeça, acabei entrando tarde no pc e consequentemente a hist atrasou...
Só vou falar denovo da importância dos comentários, afinal, é a unica gratificação que eu tenho ao escrever :D
Capítulo 1: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/03/mariana-um-diario-de-adolescente.html
Capítulo 2: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/03/mariana-capitulo-2.html
Capítulo 3: http://vinidoggll.blogspot.com/2009/04/mariana-capitulo-3.html


A Festa

Dia 18 – quinta-feira.
Bom, são vésperas da festa. Ele já tinha arranjado companhia, mas eu ainda tava sozinho. Os dias anteriores foram meio cruéis pra mim, pois resolvi convidar uma garota que eu gostava da minha classe e levei aquele fora. Fora isso, só umas aulas hippies e de inglês (foram os únicos cursos grátis que conseguimos encontrar com vagas). Falando nele, não parava de falar dela. Acho que alguns de vocês sabem o que é ir dormir pensando em alguém, e por isso devem entender – em parte – tamanha felicidade, mas totalmente é impossível, afinal, só quem ama sabe o tamanho do amor que sente.
Nesta noite ele não dormiu, e também não me deixou dormir, ficamos conversando até altas horas no computador. A diferença era que no outro dia ele estava cheio de disposição e eu estava esgotado.
Dia 19 – sexta-feira.
O grande dia. Ora eu nem sabia o que estava indo fazer lá, pois estava desacompanhado, triste e cansado. Nem ao menos encontrei frases sábias, históricas ou poéticas (como “penso, logo existo” ou “liberdade, igualdade e fraternidade”) para me motivar a ir pra essa festa. Mesmo assim eu fui, dancei, me diverti, conheci pessoas e muito mais. Mas na hora da música lenta, realmente, saí de lá, não dá pra ficar lá dentro com tanta gente se pegando. Preferi deixar pra saber de tudo depois...
Dia 20 – sábado.
Cheguei a pensar que eu tava de ressaca, até lembrar que não bebi nem água na festa. Era apenas 2 da tarde, quando eu acordei. Peguei o telefone e liguei pra ele:
- Alô?
- Por favor, ligue daqui a dois dias, obrigado.
- Cara, sou eu.
- Ahn... Então pode ligar daqui a 10 horas – Fiquei até honrado por ter preferência sobre os outros.
- Sério cara, como é que foi ontem?
- Depois que você foi embora, a gente ficou dançando...
- E...?
- Eu fiquei com ela.
- Só ficou?
- É, por quê?
- Nada não... Vou deixar você dormir, até depois.
Ele nem ao menos reclamou (ou disse tchau), estava cansado. Fiquei preocupado, afinal, hoje em dia, o lema é pegar, mas não se apegar. Vai que ela pensou que foi apenas por uma noite, e ele ta pensando que vai ser pra vida inteira? Ilusão, nos tempos modernos, sempre tem explicação, e, quando não tem, a explicação é a magia (isso vale pra shows de mágica também).
Era cerca de 8 horas quando recebi um email dele (muito longo) que, pra resumir, dizia que ele finalmente conseguiu, achou ela, descobriu onde morava, telefone, email e afins. E que agora tava tudo ali, mais fácil, tão fácil que tava até estranho. Eu apenas dei apoio, fico feliz por ele.
Dia 23 – terça-feira.
Um tempo depois da festa fui conversar com ele, ter noticias, ver como é que tava a história (que afinal, é mais dele do que minha). Ele me disse que tava conversando direto com ela, já tinha até encontro marcado pra sábado e tudo mais. Falei pra ele daquele papo de pegar, mas não se apegar, mas ele disse pra eu ficar tranqüilo... E que também só tava esperando o momento certo pra dizer tudo aquilo que ele guardava no peito durante tanto tempo.
Fiquei imaginando como seria descobrir meio que de repente que uma pessoa é apaixonada por mim. Alguns ficariam muito felizes, outros chocados, mas acho que todos ficariam surpresos.
Dia 26 – sexta-feira.
Era o dia do encontro deles. Foram no cinema, mas não sabem que filme assistiram, se é que vocês me entendem. De noite ele chegou e me contou que ficaram de novo. Ele imaginou que era o momento perfeito pra contar tudo. Quando ele contou pra ela ficou meio que assustada, arranjou uma desculpa, foi embora.
Dia 4 – domingo.
Eu tava sem nada pra fazer (férias são ótimas) então resolvi reler meu diário. Achei que tudo tava acontecendo rápido demais. Estava mesmo? Besteira, é uma história rápida. Nos tempos modernos as coisas estão rápidas, eu acho que deve ser pra acompanhar o tempo, ou vocês nunca ouviram dizer que os anos tão passando cada vez mais rápidos?
Recebi outro email dele. Ele disse que tem escrito, ligado, deixado mensagens e tudo mais, mas ela não retorna. Pensou em ir até a casa dela, mas não daria muito certo, pois não sabia com que cara chegar lá. Até perdemos a festa do clube que teve dois dias atrás. Mal podia imaginar como é que ele tava, porque eu sei bem como são essas coisas.
Dia 7 – quarta-feira.
Ele me ligou logo cedo, disse que sabia o que ia fazer, e desligo. Isso, só isso. Fiquei curioso, preocupado... O que é que ele inventou dessa vez?

1 de abr. de 2009

Mariana - Capítulo 3

Antes de tudo, aquelas palavras básicas: obrigado por lerem e por favor, comentem, bons comentários atraem mais leitores. Não tenham medo de expressar suas opiniões :D.
Amor de Verdade

Dia 4 – quinta-feira.
Estava eu um dia sem nada para fazer (afinal, é isso que se deve fazer nas férias: nada), então resolvi ouvir alguma rádio qualquer, coisa que não faço muito. Após procurar durante uns dois anos, demorar uns sete meses para ajustar o volume e mais umas semanas até deitar no sofá (a preguiça durante as férias é sagrada), achei uma música bonita, do Justin Timberlake, chamada Summer Love. O que me chamou a atenção, pra falar a verdade, foi o refrão:

I can't wait to fall in love with you
You can't wait to fall in love with me
This just can't be summer love, you'll see
This just can't be summer love (L-O-V-E)

Ouvindo isso, imediatamente peguei meu diário (sim, isto é um diário) e li novamente as coisas que havia escrito. Pensei: só a encontrei duas vezes na minha vida durante um ano, nunca falei com ela, e também não estou apaixonado por ela. Cheguei à conclusão de que eu estava atrás era de uma boa história. Mas como fazer uma história sobre alguém que você nunca sabe quando encontrar? E se esse amor fosse apenas de verão?
Dia 5 – sexta-feira.
Recebi um telefonema dele, coisa meio rara nas férias já que há pessoas que não sabem aproveitá-la e acabam viajando, saindo e fazendo coisas do tipo. Ele me disse que viu uma garota, muito parecida com ela, no caminho pra minha casa.
- No caminho aqui pra casa?
- Sim, agora, por favor, atenda a porta.
Ele estava na minha porta, com cara de impaciente. Pensei em recomendar a campainha na próxima vez, mas não era hora para piadinhas. O assunto era sério, pois se tratava de amor, e logo eu, poeta das duas da manhã, costumo dizer que amor é amor, e vice-versa. Ao contar pra ele que também havia visto ela pelas redondezas, ele rapidamente se encheu de esperanças, sentiu vontade de sair por ai atrás dela, mas avisei que não poderia ser assim.
Resolvemos então visitar alguns lugares conhecidos próximos aqui, como shoppings e parques, e fazer alguns cursos – gratuitos – sobre tudo quanto é coisa possível. O resultado começou a vir logo naquele dia. Enquanto eu me inscrevia para a aula de libertação espiritual (era só um nome chique para algo que eu passei a chamar de aula de hippie), ele aguardava pacientemente. Como a inscrição demorava, ele resolveu dar uma volta lá fora (não entendi bem esse lá fora, pois estávamos num campo aberto). Nesse meio tempo ela passou num ônibus que ia pra um parque temático muito famoso que eu nunca ouvi falar.
Na verdade, o parque em si é mais um clube, apenas sócios vão, e acontecem festas quinzenais muito emocionantes (só se falam delas). Assim que nós terminamos de nos inscrever, pegamos um ônibus (ele pegou, eu só fui atrás) e nos tornamos sócios do clube também (hoje em dia as coisas mais simples têm burocracia, enquanto as mais difíceis, como entrar para clubes exclusivos e etc., estão muito facilitadas). Infelizmente perdemos aquela festa, mas em duas semanas haveria outra, e ele mal podia esperar.
Quando estávamos saindo, ela passou. Ele foi direto nela, dessa vez sem rodeios, e disse uma coisa emocionante:
- Oi
- Oi...
- Você é sócia do clube?
- Sou sim, e você?
- Acabei de me inscrever. Ouvi dizer que as festas daqui são boas, mas não tinha certeza, então resolvi perguntar pra alguém que conhece elas na pratica.
- Bom, as festas são realmente boas, mas ficar sozinha nelas não dá pé. No começo ela é bem agitada, pro pessoal cansar legal, mas depois começa a tocar música lenta, dependendo do tema, e ai eu fico boiando. Na real, a festa ainda ta rolando, mas eu não nasci pra segurar vela, sabe.
- Eu não vim nessa porque ainda não era sócio, mas na próxima eu to aqui... Você gostaria de ir comigo?
- Eu aceito. Te vejo aqui, as 16:00 daqui a...
- Duas semanas – falaram junto, sincronizados.
Quando ele voltou me contou tudo isso, e eu quase caí pra trás. Sorte minha que hoje em dia a tecnologia é muito alta... Eu tava com o próximo capítulo prontinho na cabeça, mas não tinha papel nem caneta, então peguei o celular e fiz uma coisa que até hoje nem acreditei:
- Mãe, será que você pode vir trazer um caderninho e uma caneta aqui no Clube Nota A?